A Polícia confirmou que a advogada será responsabilizada criminalmente pelo atropelamento

Um vídeo registrou o momento em que a educadora Ângela Bulbol, de 64 anos, foi atropelada dentro do Condomínio Ephygênio Salles, na zona centro-sul de Manaus. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no último domingo (22).
As imagens mostram a vítima iniciando a travessia de uma via interna quando é atingida por um veículo. Com o impacto, ela sofreu traumatismo craniano grave. O atropelamento ocorreu na sexta-feira (20), e a morte encefálica foi constatada ainda no mesmo dia.
De acordo com informações divulgadas pela polícia, o carro era conduzido pela advogada Mônica Melo. O caso gerou repercussão pela trajetória profissional da vítima no serviço público e na área acadêmica.
O que diz a polícia

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) confirmou que a advogada será responsabilizada criminalmente pelo atropelamento que resultou na morte de Ângela Bulbol, de 64 anos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23) pelo delegado Thenistocles de Alencar, da Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (DEAT). O enquadramento previsto é o de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. “A priori, o que posso afirmar é que a responsável pelo acidente será indiciada”, declarou o delegado.
De acordo com o delegado, Mônica Melo ainda não foi chamada para ser ouvida, mas assim que estiver recuperada emocionalmente ela será chamada para depor. O delegado ainda está aguardando os laudos de necropsia e do acidente.
Quem era Ângela Bulbol
Angela Bulbol atuou como secretária de Administração do Amazonas durante o governo de Amazonino Mendes e também ocupou o cargo de pró-reitora na Universidade Federal do Amazonas, onde construiu parte significativa da carreira.
A morte provocou manifestações de pesar entre colegas e pessoas ligadas ao meio educacional e administrativo do estado.

