O caso ocorreu depois do desfile de um bloco de carnaval.

Um soldado da Polícia Militar do Espírito Santo, de 32 anos, foi preso na noite do último sábado (21) após se envolver em uma série de agressões contra a companheira, também policial militar, e outros agentes no bairro Jardim Camburi, em Vitória, no Espírito Santo. A ocorrência foi registrada no estacionamento de um supermercado, depois do desfile de um bloco de carnaval.
Uma viatura que patrulhava a região foi acionada para averiguar uma briga no local. Ao chegarem, os policiais encontraram o casal e um amigo. Segundo a corporação, o militar estava alterado, desrespeitou a equipe e tentou continuar as agressões mesmo após receber ordem para cessar a violência, chegando a empurrar os agentes. Para contê-lo, foi necessário o uso de bastão e spray de pimenta.
Durante a intervenção, o soldado ainda ameaçou os policiais e recebeu voz de prisão, mas permaneceu exaltado. Outras equipes foram chamadas para dar apoio, e o comandante da unidade tentou dialogar com ele, sem sucesso. No momento em que era algemado, o militar desferiu um soco no rosto de um sargento, quebrando os óculos do agente, sendo então imobilizado por quatro policiais. Ele sofreu escoriações durante a contenção.
A mulher relatou que havia se separado do companheiro durante o bloco e tentou contato diversas vezes por telefone. Ao reencontrá-lo no estacionamento, afirmou ter sido retirada de forma brusca do carro e agredida no rosto. Segundo o depoimento, as ameaças e agressões são recorrentes e incluem controle financeiro sob intimidação e ameaças de morte ou de deixá-la com sequelas físicas. Mensagens com esse teor estariam registradas em aplicativo de conversas.
Por orientação do oficial de plantão, a arma funcional da vítima, uma pistola Glock G22, foi recolhida e entregue ao comando da 14ª Companhia Independente.
O suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Vitória, onde foi autuado em flagrante por lesão corporal, injúria e ameaça com base na Lei Maria da Penha, além de ameaça, resistência e desacato. Depois dos procedimentos, ele foi encaminhado ao presídio militar localizado no Quartel do Comando-Geral da corporação.
A Corregedoria da Polícia Militar informou que instaurará Inquérito Policial Militar para apurar os fatos. O caso será encaminhado ao Ministério Público Militar e à Auditoria de Justiça Militar. Segundo o órgão, eventuais enquadramentos no Código Penal Militar serão avaliados durante as investigações, podendo resultar em sanções administrativas e penais, incluindo a exclusão da corporação, caso irregularidades sejam confirmadas.

