
Moradores denunciam que um grupo de condôminos inadimplentes tomou o controle administrativo do residencial depois de convocar uma assembleia considerada ilegal, destituir a síndica e assumir funções administrativas sem aval jurídico efetivo.
Apesar da controvérsia jurídica, o grupo passou a atuar como se tivesse legitimidade administrativa.
Assembleia paralela e reivindicação de controle
De acordo com moradores, integrantes do bloco opositor convocaram uma reunião sem respeitar regras formais de convocação, votação e quórum. O encontro resultou na criação de uma comissão que declarou a mulher afastada do cargo.
A justificativa apresentada foi a alegação de má gestão, mas, segundo relatos de condôminos, não foram apresentados documentos nem provas que sustentassem a acusação.
Após o encontro, o grupo afirmou que a Justiça teria determinado o registro da ata em cartório — interpretação que advogados consultados por moradores afirmam não ter respaldo em decisão meritória.
Acesso a contas e arrombamento de dependências internas
Mesmo sem confirmação jurídica da destituição, membros da comissão assumiram repentinamente tarefas administrativas e acessaram a conta bancária do condomínio.
Moradores relatam ainda o arrombamento da sala de administração, de onde documentos e equipamentos passaram a ser manipulados sem acompanhamento da gestão formal.

