
A defesa de Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência durante o governo Jair Bolsonaro (PL), voltou a criticar duramente a condução do caso pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Neste sábado (10), o advogado Jeffrey Chiquini classificou a atuação das instituições como “enrolada” e acusou o Judiciário de prolongar de forma indevida a prisão do ex-auxiliar do Planalto.
Segundo o advogado, a decisão de encaminhar à PGR o pedido de revogação da prisão preventiva teria apenas o objetivo de atrasar a análise da liberdade de Martins. Chiquini ressaltou que, quando a prisão foi decretada, não houve consulta prévia ao Ministério Público, o que, para a defesa, demonstra tratamento desigual no processo.
A crítica foi feita após Moraes solicitar parecer da PGR antes de decidir sobre o pedido de soltura. Para a defesa, a medida acaba mantendo o ex-assessor preso por mais tempo, mesmo diante da alegação de que não houve descumprimento das medidas impostas anteriormente.
Filipe Martins cumpria prisão domiciliar, determinada após a fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal. Entre as restrições impostas pelo STF estava a proibição de acesso a redes sociais. No entanto, Martins acabou preso preventivamente sob a acusação de ter utilizado a rede social LinkedIn.

