Adriel foi desligado do curso de Medicina em julho de 2021, após a conclusão de uma sindicância administrativa que apontou falta disciplinar considerada grave

O homem apontado como responsável por uma agressão registrada no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do Alvorada, na zona Centro-Oeste de Manaus, foi identificado como Adriel Martins das Neves e não possui formação em Medicina nem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). A informação veio à tona após a divulgação de documentos e relatos que contradizem a identificação inicial de que ele seria o médico responsável pelo atendimento.
Conforme a Portaria nº 304/2021, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Adriel foi desligado do curso de Medicina em julho de 2021, após a conclusão de uma sindicância administrativa que apontou falta disciplinar considerada grave. Desde então, ele não concluiu a graduação e, oficialmente, não está habilitado para exercer atividades médicas.

Apesar disso, denúncias e relatos de ex-colegas de curso indicam que Adriel continuou atuando de forma irregular em plantões de unidades de saúde, por meio do repasse de escalas feito por outros profissionais, prática considerada ilegal. Segundo esses relatos, ele já realizava atendimentos mesmo antes de ser expulso da universidade e teria mantido a atuação após o desligamento.
A repercussão do caso ocorreu após uma denúncia registrada no dia 27 de dezembro de 2025. A dona de casa Rosicleide Rodrigues Sobrinho afirmou ter sido agredida e ameaçada dentro do SPA do Alvorada ao tentar gravar o atendimento prestado à sua mãe, de 65 anos. De acordo com o relato, a idosa foi classificada como caso de emergência na triagem, mas apresentou agravamento do quadro enquanto aguardava atendimento, com sintomas como tremores, palidez e sensação de frio.
Ainda segundo a denunciante, ao solicitar nova aferição da pressão arterial e a administração de medicação, foi informada de que deveria aguardar a chamada por senha, momento em que teria ocorrido o desentendimento que resultou na agressão. O caso segue sob investigação das autoridades, tanto em relação à denúncia de violência quanto à possível atuação irregular do suspeito dentro da unidade de saúde.

