O crime foi ordenado por um integrante da própria facção criminosa da qual a vítima fazia parte

A Polícia Civil detalhou, na manhã desta terça-feira (15), como foi articulado o assassinato de Alexandre Araújo Brandão, conhecido como “Xuruca do Japim”, morto em outubro desse ano, em Florianópolis (SC). Segundo as investigações, o crime foi ordenado por um integrante da própria facção criminosa da qual a vítima fazia parte, motivado por disputas internas ligadas ao controle do tráfico de drogas.
Durante a coletiva, foi confirmada a prisão de Rodrigo Nascimento Vieira, de 36 anos, João Vítor da Silva Guimarães, de 26, e Wellington Serafim Maximiano, de 48. De acordo com a polícia, o grupo participou diretamente da execução. Já o apontado como mandante, André Trajano Feitosa, segue foragido e é procurado, com indícios de que esteja escondido no Rio de Janeiro.

Alexandre Araújo Brandão, conhecido como “Xuruca do Japim”
Conforme explicou o delegado Alex Bonfim Reis, da Polícia Civil de Santa Catarina, a morte de Xuruca foi resultado de uma disputa por territórios de venda de drogas no bairro Japim, em Manaus, área que a vítima continuava a controlar mesmo estando fora do estado. Após desentendimentos dentro da organização criminosa, Xuruca teria se mudado para Santa Catarina, o que não encerrou o conflito.
As investigações apontam que os envolvidos viajaram até Florianópolis e passaram a monitorar a rotina da vítima, identificando visitas frequentes a familiares em um condomínio no bairro Campeche. No dia 9 de outubro, Xuruca foi surpreendido e morto a tiros no momento em que buscava o filho, um bebé de 1 ano e 9 meses. A criança também foi atingida, permaneceu internada por cerca de dez dias na UTI e chegou a utilizar bolsa de colostomia durante o tratamento.
Após o homicídio, os suspeitos teriam se reunido para relatar a execução ao mandante, antes de regressarem a Manaus. O inquérito avançou, reunindo provas que permitiram identificar os envolvidos e efetuar as prisões recentes.
Os detidos foram encaminhados para audiência de custódia e deverão responder por homicídio qualificado e outros crimes relacionados à atuação em organização criminosa. As buscas continuam para localizar o mandante.

