
Na noite desta quinta-feira (20/11), a manifestação dos professores na Ponta Negra, que se iniciou de forma pacífica, foi desvirtuada e radicalizada após a intervenção do Vereador Amauri Gomes (UB). O parlamentar teria disseminado um boato alarmista que transformou o protesto pacífico e uma ação de fiscalização rotineira das autoridades municipais em um confronto violento.
A confusão não tinha relação com as pautas do protesto, mas sim com uma infração de trânsito. A Guarda Municipal e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) tentavam remover um carro de som que estava estacionado em uma área proibida. O veículo, que estava irregular desde 16 de agosto e já havia sido autuado pela Semmas, recusou-se a acatar a ordem de realocação.


O Vereador Amauri Gomes se envolveu na situação. Após conversar com agentes no local, ele teria voltado aos manifestantes espalhando uma informação falsa:
“O vereador (…) voltou lá para o carro de som e disse que o cara ia ser preso. E que o carro dele ia ser apreendido, o carro de som. Aí, pronto, aí inflamou mais ainda.
Na verdade, a ação da fiscalização se limitava a aplicar multa e realocar o carro. Contudo, o boato de prisão, atribuído ao vereador, inflamou os ânimos, desvirtuou o propósito da manifestação e gerou confronto.
O protesto que serviu de palco para o incidente era uma resposta dos professores à Lei Complementar nº 27, de 19 de novembro de 2025, sancionada na quarta-feira (19).

