Abusos são descobertos após vítima relatar em consultas ao psicólogo.

Na manhã desta sexta-feira (01), um homem de 41 anos foi preso por abusar sua sobrinha em Manacapuru, região metropolitana de Manaus. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) Delegacia Especializada de Polícia (DEP).
Segundo informações da delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), dadas em coletiva de imprensa, a criança atualmente tem 13 anos e decidiu denunciar os abusos em consultas ao psicólogo.
As informações da denúncia e prisão foram repassadas a Polícia através do pai da vítima.
Mais detalhes sobre o caso
Segundo as investigações, a criança era abusada desde os 6 até os 10 anos. Durante o período, os pais tinham a guarda compartilhada da menina no município, e que por um tempo, a mãe precisou ir até Manaus trabalhar, e a menor ficava sob os cuidados da avó e da tia.
Conforme a polícia, todos moravam na mesma residência. Durante o transporte escolar, o pai levava até a escola e o abusador buscava-a para voltar para casa.
Foram inúmeros abusos que o tio realizou e várias ameaças, nelas, ele dizia que se ela “contasse tudo, coisas piores aconteciam”.
“Quando a vítima tinha 7 anos, ela começou a contar os abusos para sua tia, que é esposa do abusador. Houve uma confusão dentro da residência por conta das ações e o abusador negou todas elas, passando a ser mais agressivo contra a vítima.” relatou a delegada

A titular da DEPCA ainda ressalta que, o homem levava a menina até o banco de trás do carro e começava a praticar diversos abusos.
“Na maioria das vezes ela chegava chorando em casa para avó e o abusador dizia que era porque havia dado um carão nela, quando esquecia algum objeto na escola, e toda a família conferia credibilidade ao agressor e a menina se calou por muito tempo”. Ressaltou
Durante a pandemia da COVID-19, os atos sessaram devido ao recesso de aulas, mas logo voltavam com mais força e ameaças. O caso foi descoberto anos depois, quando a vítima, já adolescente, passou a desenvolver traumas e comportamento diferenciado, o que fez a família procurar ajuda de profissional.
“Na adolescência ela passou a ter comportamentos estranhos detectados pelos familiares, e passou a ser acompanhada por um psicólogo, foi a partir daí que passou a relatar todos os abusos sofridos.” diz Joyce. O último dos abusos sofridos pela garotinha, foi aos 10 anos em uma reunião familiar.
A delegada destaca que sempre acreditar na palavra das crianças, pois isso pode salvá-las.
“Ela falou para mãe uma frase que muitas vítimas falam que é: ‘Tia, o titio tocou aqui’, apontando para a sua genitália. Isso jamais deve ser revelado, se isso fosse levado em consideração naquela época, quantos abusos teriam sido evitados? Porque o trauma, ela vai levar para vida toda.” alerta.

Agressor não se manifestou sobre as acusações
O agressor não se manifestou sobre, recentemente, outra denúncia chega à polícia de que um garoto de 5 anos, também da família da garotinha, que havia sido abusado pelo homem.
Ele é casado e tem três filhos, adolescentes e adultos, ainda convivia com a esposa como se nada tivesse acontecido. O homem é instrutor de handebol em uma escola.
Com informações assessoria

