O caso poderá levar até um ano para ser concluído

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar uma investigação contra a delegada-chefe da Polícia Federal em Tabatinga (AM), Mireile Silva e Silva, por exercer trabalho remoto sem autorização e de forma irregular.
De acordo com a Portaria nº 22, publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (17), a delegada se ausentou da cidade de forma não autorizada por, pelo menos, 28 dias ao longo de um ano, mesmo ocupando função de chefia e recebendo os valores correspondentes. Ela própria admitiu a prática após a fase de apuração preliminar.
O MPF considera que a conduta vai além da simples ausência física e compromete a governança mínima da unidade da PF na região, que já é alvo de outras apurações por falhas administrativas e problemas na gestão. Também foi destacado que a Superintendência Regional da PF não exercia qualquer controle sobre a situação da delegacia em Tabatinga.
O procedimento será vinculado à 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF e terá prazo de até um ano para ser concluído.
O objetivo é garantir o controle externo da atividade policial, conforme prevê a Constituição Federal, especialmente em uma área estratégica da Amazônia. De acordo com a portaria, não há indícios de dolo ou má-fé por parte da delegada, no momento, mas as irregularidades precisam ser apuradas.
Com informações assessoria

