Na Região Norte, 6,23 milhões estão inadimplentes, ou 44,85% da população adulta. Brasil tem novo recorde histórico.

Inadimplência no Brasil cresce 4,59% em um ano e atinge mais de 70 milhões de adultos
O Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil apontou um crescimento de 4,59% no número de inadimplentes no país em abril de 2025, em comparação com o mesmo mês de 2024.
Entre as regiões, o Centro-Oeste lidera o avanço no número de dívidas, com alta de 13,64%. Em seguida vêm as regiões Norte (8,65%), Sudeste (8,16%), Sul (6,49%) e Nordeste (6,28%). Especificamente na Região Norte, 6,23 milhões de pessoas estão negativadas, o que representa 44,85% da população adulta local.
De março para abril deste ano, o número de devedores subiu 1,09%. Ao todo, 42,36% dos brasileiros adultos estavam com o nome sujo em abril, somando 70,29 milhões de consumidores. A alta anual observada neste mês foi maior do que a registrada em março.

Regionalmente, o maior percentual de inadimplentes está no Centro-Oeste, com 46,12% da população adulta negativada. Na outra ponta, o Sul apresenta o menor índice, com 37,85%.
Segundo o presidente da CNDL, José César da Costa, o novo recorde de inadimplência reflete a dificuldade crescente do brasileiro em fechar as contas no fim do mês. “Mesmo com leve melhora na renda e na redução do desemprego, esses avanços não têm sido suficientes para conter o endividamento. Os preços altos de itens essenciais, o alto nível de dívidas familiares e os juros elevados agravam ainda mais esse cenário preocupante”, afirmou.
A maior parte do crescimento anual no número de devedores se concentrou entre aqueles com dívidas atrasadas entre três e quatro anos, com um salto de 46,43%. A faixa etária com maior número de inadimplentes é a de 30 a 39 anos, representando 23,73% do total — mais da metade (51,21%) das pessoas dessa idade estão negativadas. A distribuição entre os sexos segue equilibrada: 51,11% são mulheres e 48,89% homens.
O valor médio devido por consumidor em abril de 2025 foi de R$ 4.689,54. Em média, cada inadimplente devia para 2,18 empresas diferentes.
Os dados mostram ainda que quase um terço dos consumidores (30,15%) tinham dívidas de até R$ 500, e esse percentual sobe para 43,65% considerando dívidas de até R$ 1.000.
O total de dívidas em atraso cresceu 8,75% em abril de 2025 na comparação anual. Já entre março e abril deste ano, a alta foi de 2,22%.
Entre os setores credores, o que mais concentrou dívidas foi o bancário, com crescimento de 12,41% no número de pendências. Em seguida aparece o setor de comunicação (0,23%). Já os setores de água e luz (–5,32%) e comércio (–2,03%) registraram queda no número de dívidas.
Em termos de participação, os bancos são responsáveis por 66,95% do total de dívidas em atraso. Depois vêm os setores de água e luz (9,78%), comércio (9,64%) e outros (8,14%).
Vale lembrar que cada dívida contabilizada representa a relação entre um consumidor e um credor, mesmo que o credor tenha feito vários registros no SPC Brasil. Assim, se um consumidor tiver múltiplas anotações do mesmo credor, conta-se apenas uma dívida para fins estatísticos.


