
Cheia no Amazonas já afeta mais de 144 mil pessoas; Governo intensifica ajuda humanitária
O Governo do Amazonas divulgou nesta quinta-feira (1º/05) um novo boletim sobre a cheia dos rios no estado. Até o momento, cerca de 36 mil famílias — o equivalente a 144 mil pessoas — foram diretamente afetadas. As nove calhas de rios seguem em processo de enchente, com picos previstos entre março e julho.
Desde 16 de abril, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, o governo já enviou 200 toneladas de cestas básicas, 600 caixas d’água, 46.500 copos de água potável fornecidos pela Cosama, além de seis kits de purificação do programa Água Boa. Essa ajuda já chegou aos municípios de Humaitá, Manicoré, Apuí e Boca do Acre.
Dos 62 municípios amazonenses, 13 estão em Situação de Emergência, 31 em Alerta e 18 em estado de Atenção. Cidades como Coari, Tefé, Alvarães e Fonte Boa passaram recentemente da fase de Atenção para Alerta.
Entre os dias 21 e 23 de abril, foi enviada ajuda específica à calha do rio Madeira, contemplando 8 mil famílias (cerca de 26 mil pessoas) em Humaitá, Manicoré e Apuí. Já no dia 26, o município de Boca do Acre, na calha do rio Purus, recebeu 2 mil cestas básicas (40 toneladas de alimentos) e 6 mil copos de água potável, beneficiando outras 2 mil famílias.
Na área da saúde, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) enviou entre os dias 24 e 25 de abril 72 kits de medicamentos para sete municípios, beneficiando mais de 35 mil pessoas. Os kits contêm cerca de 100 itens que reforçam os estoques das unidades de saúde. Além disso, Manicoré recebeu uma nova usina de oxigênio com capacidade de produção de 30 m³ por hora, substituindo a anterior. A Apuí também recebeu seis cilindros de oxigênio como reforço emergencial, além de medicamentos e insumos hospitalares.
A “Operação Cheia 2025” teve início oficialmente no dia 16 de abril com o envio de ajuda humanitária à calha do Madeira. A mobilização foi realizada no Porto de São Raimundo, em Manaus, de onde partiram as primeiras 160 toneladas de cestas básicas, água potável e equipamentos de apoio às populações afetadas.
O monitoramento da situação segue contínuo por meio do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Estado, responsável por acompanhar os níveis dos rios ao longo de todo o ano.

