Vice na chapa de Omar Aziz afirma ter se sentido ameaçada após político fazer movimento no pescoço

Um episódio de tensão nos bastidores do debate entre Maria do Carmo e Omar Aziz, realizado nesta terça-feira (13) pela TV Norte Amazonas, afiliada do SBT, ganhou destaque após a candidata a deputada estadual e vice-governadora Alessandra Campelo (PSD) denunciar que o ex-candidato a deputado estadual Kidson Maia teria feito um gesto que sugere uma degola é amplamente conhecido como “cortar a garganta” ou “sinal de degola”, que interpretou como ameaça contra ela.
Em entrevista à imprensa, Alessandra afirmou que Kidson a olhou e repetiu um movimento com a mão na região do pescoço, que, segundo ela, representava uma ameaça de cortar sua garganta. A parlamentar disse ter se sentido intimidada e afirmou que pretende levar o caso às instâncias competentes.
“Ele me olhou e por várias vezes fez assim, com o gesto de quem vai matar, de quem vai cortar o pescoço”, declarou.
Alessandra diz que se sentiu ameaçada
A deputada ressaltou que não pretende se colocar na posição de vítima, mas afirmou reconhecer comportamentos que considera intimidatórios e violentos.
“Eu sou uma mulher, sou deputada, não estou me vitimizando, mas eu conheço muito bem esse tipo de gente que é violenta e que ameaça pessoas”, disse.
Alessandra também afirmou que se sentiu ameaçada pelo fato de o gesto ter ocorrido em um ambiente com diversas pessoas e profissionais de imprensa.
“Eu me senti ameaçada naquele momento, porque se ele faz isso no meio de tantas pessoas, com toda a imprensa presente, imagine o que ele pode fazer depois”, declarou.
A parlamentar disse ainda que existem imagens do episódio e que pretende apresentar o material à população. Ela afirmou que buscará providências “criminalmente e em todas as esferas”.
Kidson é questionado, mas deixa o local
Após a denúncia, jornalistas questionaram Kidson Maia sobre o significado do gesto atribuído a ele. Durante a abordagem, o político questionou se os profissionais estavam afirmando que ele havia feito uma ameaça ou apenas perguntando sobre o episódio.
Quando os jornalistas insistiram em obter uma explicação, Kidson sinalizou que responderia, mas acabou deixando o local sem esclarecer publicamente o significado do movimento.
Até o momento, com base nas informações disponíveis, não há uma manifestação de Kidson apresentando sua versão sobre a denúncia.
Sargento Salazar tenta defender político
Durante a abordagem, o sargento Salazar também foi questionado pelos jornalistas e saiu em defesa de Kidson Maia. Ele afirmou que não presenciou o gesto e ponderou que o movimento poderia ter diferentes interpretações.
“Eu não vi, eu estou sendo justo aqui, eu não vi”, declarou Salazar.
Ao comentar a situação, o sargento classificou como intimidação a interpretação apresentada por alguns profissionais, mas rejeitou caracterizar o episódio como violência. Ele também comparou a situação ao momento em que Omar Aziz xingou um integrante da equipe de Maria do Carmo durante o debate.
Questionado se manteria a mesma posição caso o gesto tivesse sido direcionado diretamente à deputada, Salazar afirmou que não apoiaria uma atitude de ameaça contra uma mulher, mas ressaltou que não havia presenciado o ocorrido.
O episódio aconteceu durante a movimentação nos bastidores do debate da TV Norte Amazonas e gerou questionamentos entre os profissionais que acompanhavam o encontro político.


