
O agravamento dos incêndios florestais durante o período de estiagem levou o Governo do Amazonas a decretar situação de emergência em 36 municípios do estado. A medida tem validade de 180 dias e busca intensificar o combate aos focos de queimadas, além de ampliar a assistência às populações afetadas.
O decreto estadual nº 55.751, publicado em 10 de outubro, considera o aumento dos riscos ambientais associados às condições climáticas, incluindo a influência do fenômeno El Niño.
Estiagem e fumaça preocupam autoridades
Entre os fatores que motivaram a medida estão o volume de chuvas abaixo da média histórica, as temperaturas elevadas e a piora da qualidade do ar provocada pela fumaça dos incêndios. A exposição à poluição pode causar problemas de saúde, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Uma nota técnica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) aponta preocupação com os efeitos da estiagem nas regiões Sul do Amazonas e Metropolitana de Manaus.
Órgãos estaduais vão intensificar ações
A coordenação das medidas ficará a cargo do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec). Entre as atribuições estão o planejamento e o acompanhamento das ações de combate ao fogo, a assistência à população e a recuperação das áreas atingidas.
O governo federal também reconheceu a situação e iniciou a integração dos trabalhos com o Estado para enfrentar os incêndios florestais. As ações devem reforçar as iniciativas estaduais realizadas desde maio, por meio da Operação Amazonas Mais Verde.
Veja os 36 municípios incluídos no decreto
Região Metropolitana:
Autazes, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Silves.
Sul do Amazonas:
Apuí, Boca do Acre, Borba, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini e Tapauá.
Demais municípios:
Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Caapiranga, Coari, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Maués, Nova Olinda do Norte, Parintins, Tefé e Urucurituba.
A situação de emergência permite concentrar esforços para reduzir os impactos das queimadas e da estiagem nos municípios abrangidos pelo decreto.

