Banco Central prevê impacto do fenômeno climático nos preços de alimentos e energia em 2026 e 2027

O fenômeno El Niño pode provocar impactos não apenas no clima e na produção agrícola, mas também na inflação brasileira, principalmente por meio dos preços dos alimentos e da energia. A avaliação consta no Relatório de Política Monetária (RPM) de setembro de 2026, divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Banco Central (BC).
Segundo o levantamento, analistas já incorporaram às projeções de inflação um impacto de 0,2 ponto percentual em 2026 e de 0,3 ponto percentual em 2027 relacionado ao El Niño.
Efeitos climáticos regionais
O Banco Central explica que o fenômeno altera o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões do país. No Brasil, episódios de El Niño costumam estar associados ao aumento das chuvas no Sul e à redução das precipitações em partes das regiões Norte e Nordeste, além de temperaturas acima da média em algumas áreas.
O órgão ressalta, porém, que a intensidade e a distribuição desses efeitos variam de acordo com cada ocorrência.
Impacto nos preços dos alimentos
As alterações climáticas podem afetar a produtividade das lavouras e, consequentemente, os preços dos alimentos. O relatório aponta impactos mais disseminados do El Niño sobre culturas como milho, algodão e arroz, enquanto os efeitos sobre a soja variam de acordo com a região.
O Banco Central destaca ainda que eventos climáticos podem ter efeitos econômicos relevantes e que variáveis relacionadas ao clima são consideradas nos modelos utilizados para avaliar a inflação.

