
O prefeito afastado de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorre no âmbito das investigações relacionadas à Operação Dinastia do Lago. Reportagens publicadas nesta quarta-feira (23) informam que a medida foi cumprida pela Polícia Federal. A motivação específica para a imposição do monitoramento não foi divulgada, e o caso tramita sob sigilo.
A Operação Dinastia do Lago foi deflagrada pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), no dia 16 de setembro. Segundo a PF, a investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à gestão municipal de Coari.
Na ocasião, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari, além de medidas cautelares determinadas pelo STF. Adail Pinheiro foi afastado do cargo, enquanto o deputado federal Adail Filho, filho do prefeito afastado, foi alvo de buscas.
A investigação teve início após a apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em espécie com três empresários que viajavam de Manaus para Brasília, em maio de 2025. Conforme a Polícia Federal, as apurações avançaram para contratos relacionados à administração municipal de Coari.
As medidas determinadas no curso da investigação são cautelares e não representam condenação dos investigados.
Irmã assumiu Prefeitura de Coari
Após o afastamento de Adail Pinheiro, a então presidente da Câmara Municipal, Jeany Pinheiro, irmã do prefeito afastado, assumiu interinamente o comando da Prefeitura de Coari. Ela entrou na linha sucessória porque o vice-prefeito Emanoel Pinheiro se afastou temporariamente das funções para disputar uma vaga de deputado estadual nas Eleições 2026.
Segundo a ata da Câmara Municipal, Jeany permanecerá no Executivo enquanto durar o impedimento do prefeito e do vice-prefeito ou até que haja nova determinação legal ou judicial.
O caso permanece sob investigação da Polícia Federal.

