
O senador Omar Aziz, candidato ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026, ingressou com um mandado de segurança no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para tentar reverter uma decisão que havia negado pedido urgente de retirada de publicações relacionadas à cobertura da Operação Dinastia do Lago, que teve como alvo seus aliados, o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, e seu filho, o deputado federal Adail Filho, por suspeitas de integrar um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos do executivo municipal.
A ação foi analisada pelo juiz eleitoral Érico Rodrigo Freitas Pinheiro, que decidiu pelo indeferimento da petição inicial e pela extinção do mandado de segurança sem resolução do mérito.
Entre os veículos e pessoas relacionados ao processo como litisconsortes está o Portal AM POST, além de outros portais, empresas de comunicação e pessoas físicas que apenas mencionaram a aliança entre Omar Aziz e a família Pinheiro mas deixando claro que ele não é alvo da operação.
Na decisão, o relator registra que a ação buscava atingir publicações feitas por “dezenas de perfis em redes sociais e portais de notícia” que, segundo a alegação apresentada pelo senador, associariam seu nome e sua imagem à cobertura da Operação Dinastia do Lago.
O AM Post aparece na relação processual ao lado de outros veículos e empresas de comunicação, entre eles a Editora Ana Cássia S.A. e o Diário da Capital Publicidade e Comunicação Ltda.
Defesa de Omar alegou falta de recurso imediato
Segundo o documento, a defesa de Omar sustentou que a decisão da juíza auxiliar Mara Elisa Andrade, que havia negado a tutela de urgência no processo de direito de resposta, não poderia ser imediatamente recorrida por meio convencional.

