
O pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) voltou a criticar a Zona Franca de Manaus (ZFM) e defendeu a redução dos incentivos fiscais concedidos ao modelo. Durante uma declaração, ele afirmou que, caso chegue ao governo federal, pretende revisar as renúncias tributárias e colocar a ZFM entre os primeiros setores atingidos pela medida.
Renan disse que pretende cortar R$ 250 bilhões em despesas do governo e afirmou que parte da economia viria da revisão de benefícios fiscais federais.
“As federais o governo vai precisar mexer, a começar pela Zona Franca de Manaus”, declarou.
Honda é citada durante crítica
Ao justificar a proposta, o pré-candidato mencionou diretamente a Honda e afirmou que a fabricante de motocicletas seria beneficiada com R$ 16 bilhões em renúncia fiscal.
“Só uma empresa chamada Honda, na Zona Franca de Manaus, tem 16 bilhões de reais em renúncia fiscal. Isso é um absurdo. Isso cruza qualquer limite”, afirmou.
Renan também questionou a produção de motocicletas em Manaus e defendeu que as fábricas sejam instaladas em estados próximos dos principais mercados consumidores.
“Vai fazer moto em São Paulo, em Minas, vai fazer na Bahia, onde tem mercado consumidor. Não faz sentido fazer num lugar que é logisticamente distante”, disse.
Veja o vídeo:
Declaração provoca debate sobre a ZFM
A posição do pré-candidato ocorre em um momento de forte atividade no Polo Industrial de Manaus. Segundo dados da Suframa, o PIM faturou R$ 121,76 bilhões nos primeiros seis meses de 2026 e registrou média mensal de 130.903 empregos no período.
A própria Suframa informa que o Polo Industrial de Manaus reúne cerca de 600 indústrias e que o modelo possui incentivos fiscais específicos, além de contrapartidas para empresas que desejam se instalar na região.
O valor de R$ 16 bilhões citado por Renan como renúncia fiscal relacionada à Honda, porém, foi apresentado por ele na declaração e não deve ser tratado como dado oficial sem documentação que confirme esse montante.
As declarações reacenderam a discussão no Amazonas sobre o futuro da Zona Franca e sobre os efeitos que uma eventual redução dos incentivos poderia provocar sobre a indústria instalada em Manaus.

