
A candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), propôs nesta terça-feira (15) a atualização dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus para incorporar novas atividades econômicas.
“A nossa lei de incentivos fiscais, eu confesso que agora estou aprendendo e eu sou rápida, sou boa aluna. Rapidamente eu vou aprender a lidar com todas essas nuances da Zona Franca. A nossa lei de responsabilidade fiscal já está defasada, precisa incorporar novas matrizes econômicas para a Zona Franca de Manaus”.
Maria do Carmo foi entrevistada pelo G6, grupo formado pelo Atual, BNC Amazonas, Portal Único, Portal do Marcos Santos, Portal Mário Adolfo e Blog do Hiel Levy.
Segundo a candidata, é preciso “interiorizar” o modelo da ZFM e criar novos polos industriais no interior do estado. Segundo ela, as atividades são de minérios, produção de fertilizantes, exploração de petróleo e gás, fabricação de óleos vegetais e indústria naval.
Maria do Carmo foi questionada sobre a declaração recente de que, se eleita, pretende “recauchutar” a Zona Franca. Ela afirmou que o modelo perdeu participação no PIB nacional ao longo dos anos e que o número de empregos se manteve entre 100 mil e 131 mil. Ela disse que o estado tem potencial para ampliar esse resultado.
Uma das propostas apresentadas pela candidata é levar atividades econômicas para regiões de fronteira. “Uma das propostas que a gente fez seria retomar aquilo que foi pensado lá no início da Zona Franca, de interiorizar, levar a Zona Franca para o interior, principalmente para as regiões fronteiriças, mas, sobretudo, para os lugares onde houver a possibilidade de você implantar um novo polo, já com essas novas matrizes, que seriam dos minérios, fertilizantes, petróleo e gás, a questão dos óleos, enfim, da indústria naval, que ficou aqui perdida no estado, e a gente tem uma vocação para essa indústria”, disse.
A candidata também citou a retomada da atividade naval como uma das possibilidades. Segundo ela, o Amazonas teve grandes estaleiros e poderia voltar a explorar essa atividade.
Para viabilizar a proposta, Maria do Carmo afirmou que o governo estadual teria papel de parceiro na instalação de empresas e na estruturação dos novos polos.
Ela disse ainda que as propostas para a economia serão acrescentadas ao plano de governo. Segundo ela, o documento atual foi elaborado com ações previstas para os quatro anos de uma eventual gestão, mas poderá receber novos propostas.
“Até o dia 20 [de setembro] nós vamos entregar, não só a equipe que vai cuidar da economia no estado do Amazonas, mas as propostas que a gente tem para a economia”, disse.
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