
“Capitão Alberto Neto, no Senado, é lei dura para criminoso”, afirmou o candidato ao Senado Capitão Alberto Neto (PL-AM), nesta segunda-feira (14), sobre como pretende atuar na Casa Alta na área de segurança pública nos próximos oito anos. Durante entrevista à Record Manaus, ele apresentou propostas, defendeu o endurecimento das leis contra o crime organizado e enfatizou que pretende reforçar a segurança nas fronteiras, além de atuar em pautas de desenvolvimento econômico e defesa dos interesses do Amazonas.
Especialista em segurança pública, Alberto Neto propôs a criação de um batalhão especializado para atuar nas fronteiras do Amazonas. Para o candidato, uma tropa permanente na região, aliada ao uso de tecnologia, pode ampliar a capacidade de enfrentamento às facções criminosas e ao narcotráfico.
“No Senado, nós queremos trazer recursos para tecnologia e a vigilância da nossa fronteira e, influenciar o governo federal para criar um batalhão especializado de fronteira, porque o policial que trabalha na fronteira regularmente vai ganhar mais experiência, ele vai entender o funcionamento do crime e ele vai ter mais capacidade de fazer as grandes prisões e fazer o fechamento que nós precisamos.”, disse.
O candidato defendeu maior controle das fronteiras para conter o avanço do tráfico de drogas e da exploração ilegal de ouro no Amazonas. Alberto Neto citou relatos recebidos de comunidades indígenas do Alto Rio Negro sobre a possível atuação de integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) na região.
“Nós temos que fechar as nossas fronteiras o mais rápido possível. Não tem outra alternativa, é fechar ou fechar. Nós recebemos os informes e denúncias da população indígena lá do Alto Rio Negro, onde membros das FARC estariam invadindo o nosso território. A exploração do ouro e o tráfico de drogas no nosso Estado vai ser mais repetitivo e a gente precisa fazer um enfrentamento.”, explicou.
Tabatinga e o narcotráfico
Citando Tabatinga, Alberto Neto destacou que, durante visita ao município, constatou fragilidades na estrutura de fiscalização da fronteira e chamou atenção para o uso da região como rota do narcotráfico.
“Eu estive em Tabatinga recentemente e a nossa base Anzol está completamente desativada. As nossas fronteiras estão abandonadas. Tabatinga é uma área de livre comércio, mas o único comércio que está livre hoje é o comércio da droga.”, lembrou.
Na mesma linha de enfrentamento, o candidato defendeu maior fiscalização nos rios do Amazonas. Para ele, como os rios funcionam como as principais vias de deslocamento na região, o controle dessas rotas é estratégico para combater a entrada de drogas e a atuação das organizações criminosas.
“Não é difícil fechar a fronteira, porque nós temos uma barreira natural que é a floresta. As nossas estradas são os rios, então a gente tem que fechar os nossos rios. Não temos muitas dificuldades para fazer isso, o que falta é interesse do governo federal.”, reforçou.

Facções como grupos terroristas
Como parte das medidas para endurecer o combate ao crime organizado, Alberto Neto também defendeu que facções criminosas sejam enquadradas como grupos terroristas no país, com penas mais duras para os integrantes dessas organizações.
“A gente precisa transformar essas facções em grupamentos terroristas para ter uma pena muito mais dura para esses criminosos, dar uma mensagem para o Brasil que o crime não compensa.”
Preservação e desenvolvimento
Ao abordar o desenvolvimento econômico, o candidato defendeu que o Amazonas já exerce um papel relevante na preservação ambiental e afirmou que o estado precisa avançar no aproveitamento responsável de suas riquezas naturais, transformando esse potencial em emprego e renda para a população.
“O Amazonas já preserva 97% da sua floresta. Nós temos um Código Florestal que permite que a gente possa explorar 20%. Você preserva 80% e pode explorar 20%. Mas, a todo momento, o governo que está aí não para de criar reservas legais impedindo que o nosso povo possa plantar, possa desenvolver uma economia, uma agricultura responsável e prosperar.”, esclareceu.
Alberto Neto criticou a criação de novas reservas ambientais sem diálogo com a população local e explicou que essas medidas têm limitado atividades econômicas no interior do estado.
“Por causa do asfaltamento da 319, o governo deu uma contrapartida para os ambientalistas radicais. Criou quatro reservas que chegam a 669 mil hectares impedindo que o nosso povo possa expandir a plantação de café lá na comunidade de Realidade, no sul do Amazonas.”, afirmou Capitão Alberto Neto.

