Trabalhadores reivindicam salário-base de R$ 2,5 mil, aumento do auxílio-alimentação para R$ 1,2 mil e plano de saúde para dependentes.

Eletricistas da Norte Tech, empresa terceirizada que presta serviços para a Âmbar Energia, realizaram uma paralisação nesta segunda-feira (14), em Manaus. O movimento começou às 8h, na base da empresa, localizada no bairro Tarumã, Zona Oeste da capital.
A categoria cobra reajuste salarial, aumento dos benefícios e melhorias nas condições de trabalho. Segundo os trabalhadores, a paralisação deve continuar até que a empresa apresente uma proposta considerada satisfatória.
Eletricistas cobram salário-base de R$ 2,5 mil
Entre os principais pedidos está o aumento do salário-base para R$ 2,5 mil. Os trabalhadores também reivindicam a elevação do auxílio-alimentação ou refeição, atualmente de R$ 840, para R$ 1,2 mil por mês.
A categoria também quer que o benefício não seja suspenso quando o trabalhador apresentar atestado médico.
“Hoje o principal é o nosso aumento de salário, né. A gente é um dos pisos mais desvalorizados do Brasil”, afirmou Weryckson.
Segundo o eletricista, os trabalhadores também questionam o valor pago atualmente como auxílio para quem utiliza condução própria.
“Hoje eles estão pagando R$ 150, pra quem tem condução própria”, disse.
Weryckson afirma que a categoria considera os pedidos compatíveis com o porte da empresa.
“São coisas simples, né cara, coisas simples que com a empresa do porte deles, eles podem acatar as nossas reivindicações”, declarou.
Categoria pede aumento do auxílio-alimentação
Outro ponto central da mobilização é o valor do auxílio-alimentação.
Segundo Weryckson, os trabalhadores recebem atualmente R$ 840, mas precisam fazer as refeições fora de casa durante a jornada de trabalho.
“A gente recebe 840 de alimentação, porém a gente tem que almoçar na rua, então se a gente for botar aí 20 reais por dia, complicado, né? São 26 dias”, contou.
A categoria pede que o benefício seja reajustado para R$ 1,2 mil mensais.
Trabalhadores também querem plano de saúde para dependentes
Além dos reajustes financeiros, os eletricistas reivindicam a inclusão de dependentes no plano de saúde.
Atualmente, segundo Weryckson, o benefício atende apenas os trabalhadores. Ele afirma que isso gera custos adicionais para as famílias quando filhos ou outros dependentes precisam de atendimento médico.
“Só vamos sair daqui quando tiver uma resposta deles concreta, que vai ter um aumento de salário, que a gente vai ter um Alelo de dignidade, e que a gente vai ter um plano de saúde pros nossos dependentes também”, afirmou.
“Hoje só quem tem plano de saúde é a gente. Se meu filho adoece, eu vou ter que levar ele pro SUS, ou então eu vou ter que pagar, eu pago”, acrescentou.
O trabalhador também citou a diferença entre o reajuste salarial recebido pela categoria e o aumento do plano de saúde.
“A gente teve um aumento de 3,9% no ano, e só o nosso aumento do plano de saúde foi 7%, então tá muito acima do que a gente recebe”, explicou.
Paralisação deve continuar até negociação
Weryckson afirmou que os trabalhadores pretendem manter a mobilização enquanto não houver uma resposta concreta da empresa.
“Se não tiver um acordo a gente não volta a trabalhar tão cedo, só quando a gente precisar ir pra ouvir a gente e fazer um acordo com a gente, que vão pagar nossas reivindicações, por aí não tem trabalho”, disse.
O presidente do Sindicato dos Eletricistas, Fank Márcio Soares, afirmou que a tendência é de continuidade da mobilização até que a empresa abra uma mesa de negociação com a categoria.
Até a publicação desta matéria, não havia sido apresentada à reportagem uma manifestação da Norte Tech ou da Âmbar Energia sobre a paralisação e as reivindicações dos trabalhadores.

