Líder do governo afirma que Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho participaram de articulação para atrasar a votação da proposta no Senado

O líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), acusou a oposição de promover uma obstrução para atrasar a tramitação da proposta que prevê o fim da escala 6×1. Segundo o senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou diretamente da articulação, que teria sido conduzida pelo líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).
Randolfe afirmou que a resistência ficou evidente durante as votações na Comissão de Constituição e Justiça e também no plenário. De acordo com ele, a oposição teria contribuído para o esvaziamento da sessão, impedindo que fosse alcançado o quórum necessário para a apreciação da proposta.
Governo critica estratégia da oposição
“Há uma má vontade da oposição com o tema de fim da escala 6 por 1”, declarou Randolfe. Segundo ele, Rogério Marinho, que pediu que seu voto contra o texto na CCJ fosse registrado, participou das iniciativas para retardar o avanço da proposta.
A oposição, por sua vez, defende uma alternativa à redução da jornada. Marinho é autor de uma proposta que trata de um modelo de horário flexível e tem se posicionado contra a aprovação do texto nos termos atualmente discutidos.
PEC avança na CCJ
A Comissão de Constituição e Justiça aprovou nesta quarta-feira (2) o texto que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. O relatório foi apresentado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), que rejeitou emendas apresentadas durante a tramitação.
Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, o texto ainda precisa ser aprovado pelo plenário do Senado em dois turnos. São necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação.
Randolfe afirmou que o governo tentará convencer Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, a convocar uma sessão específica para analisar a proposta antes do primeiro turno das eleições.
“Nós vamos nos esforçar para convencer o presidente Davi Alcolumbre para, eventualmente, termos um chamamento de uma sessão, não de esforço concentrado, mas de uma sessão especificamente com o tema de apreciação da proposta de emenda constitucional”, disse o senador.
A proposta ainda precisa cumprir as etapas regimentais antes de uma eventual promulgação. O calendário de votação dependerá de acordo entre as lideranças e da decisão da Presidência do Senado.
Com informações SBT News

