Categoria afirma que salários estão defasados, reclama da falta de benefícios durante longas jornadas e aguarda resposta do sindicato patronal; não há previsão para o fim da paralisação

Motoristas do transporte coletivo especial de Manaus paralisaram as atividades nesta quinta-feira (20) e realizaram mobilizações em diferentes pontos da capital amazonense. A categoria cobra reajuste salarial e afirma que os vencimentos estão defasados.
Segundo um dos trabalhadores que participa do movimento, a rotina dos motoristas começa ainda durante a madrugada e pode se estender até a meia-noite. Além da reivindicação por melhores salários, a categoria reclama da falta de benefícios, como alimentação, durante o período de trabalho.
“É reajuste salarial da categoria, que está defasada. O motorista do especial começa seu turno às quatro da manhã e termina até meia-noite. Nesse período, a gente não tem direito nem a um almoço, a um café da manhã sequer”, afirmou o trabalhador durante a mobilização.
De acordo com ele, os custos com alimentação e outras despesas ao longo da jornada são pagos pelos próprios motoristas, o que, segundo a categoria, agrava a situação diante dos salários considerados insuficientes.
Sindicato patronal ainda não respondeu
A paralisação ocorre enquanto os trabalhadores aguardam uma resposta às reivindicações apresentadas ao sindicato patronal. Segundo o representante ouvido durante o ato, até o momento não houve retorno sobre a proposta de reajuste salarial.
Sem previsão para retorno
Até o momento, não há previsão para o encerramento da paralisação. Os motoristas aguardam um posicionamento sobre as negociações envolvendo o reajuste salarial e outros pontos reivindicados pela categoria.
Entre os locais onde há concentração de trabalhadores estão a Bola da Suframa, o Distrito Industrial, a Zona Leste, a avenida Torquato Tapajós e a Compensa.
Segundo o representante dos motoristas, a mobilização teria alcançado cerca de 99% da frota do transporte especial. O impacto da paralisação pode afetar trabalhadores que dependem diariamente desse tipo de transporte para o deslocamento, especialmente até empresas e polos industriais de Manaus.
A categoria afirma que continuará mobilizada enquanto aguarda uma resposta sobre as reivindicações. A reportagem busca posicionamento do sindicato patronal e das empresas responsáveis pelo transporte especial. O espaço segue aberto para manifestação.

