
A 10ª rodada da pesquisa nacional BTG Pactual/Nexus, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03317/2026, mostra o presidente Lula com 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026. O levantamento foi realizado entre 14 e 16 de agosto de 2026, ouviu 2.003 pessoas pelo método CATI e foi divulgado na segunda-feira (17), em um cenário marcado também pela avaliação negativa da economia.
A diferença de 3 pontos percentuais coloca a disputa dentro de uma faixa de forte proximidade considerando a margem de erro informada pela pesquisa, de ±2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Em outros confrontos simulados, Lula aparece com 45% contra 42% de Ronaldo Caiado e com 46% contra 41% de Romeu Zema, mantendo vantagem também nessas duas disputas.

No primeiro turno estimulado, Lula registra 41%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 36%; Ronaldo Caiado tem 5%, Renan Santos, 4%, e Romeu Zema, 4%. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula marca 38% e Flávio, 29%, enquanto os demais nomes aparecem em patamares menores.
A pesquisa também mostra um cenário de aprovação praticamente dividido em relação ao trabalho pessoal de Lula. Segundo o levantamento, 47% aprovam sua atuação e 48% desaprovam, enquanto a avaliação do governo registra 42% de classificações como Ruim ou Péssimo, incluindo 34% que consideram a gestão Péssima, diante de 34% que a classificam como Ótima ou Boa.

Economia aparece entre os principais fatores do cenário eleitoral
A percepção sobre a economia nacional aparece entre os principais dados do levantamento. Para 53% dos entrevistados, a situação econômica do país é Ruim ou Péssima, enquanto 43% afirmam que ela melhorou em relação ao final de 2022 e 42% dizem que piorou; nos próximos seis meses, 28% esperam uma nova piora.
O levantamento também identificou uma divisão consolidada do eleitorado em relação à polarização política. 29% são classificados como bolsonaristas convictos, enquanto 25% aparecem como lulistas convictos; outros 20% são considerados não polarizados e 10% afirmam ser simultaneamente Anti-Lula e Anti-Bolsonaro.
A preferência por uma alternativa aos dois principais polos aparece em 24% dos entrevistados, que dizem preferir um candidato que não seja apoiado nem por Lula nem por Bolsonaro. No cenário de primeiro turno, porém, esse grupo se dispersa: 52% acabam indicando outros nomes menores e 10% afirmam que anulam o voto.
A pesquisa aponta ainda que 78% dos eleitores que já escolheram um candidato consideram sua decisão definitiva. Entre os eleitores de Lula, esse índice chega a 86%, enquanto entre os de Flávio Bolsonaro alcança 82%, indicando o grau de definição dos votos nos dois principais nomes do cenário apresentado.

Outro dado do levantamento envolve a circulação de informações durante a eleição. 77% afirmam utilizar redes sociais para obter informações sobre o pleito, percentual superior aos 72% que citam a televisão; entre as plataformas, o WhatsApp aparece com 50% e o Instagram com 47%.
O risco de notícias falsas também é apontado como relevante pelos entrevistados. Ao todo, 62% consideram Alto ou Muito Alto o risco de fake news influenciarem as eleições, percentual que chega a 78% entre os eleitores de Lula e fica em 52% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro.
No cenário apresentado pela 10ª rodada da BTG Pactual/Nexus, portanto, Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro nas simulações de primeiro e segundo turnos, enquanto a diferença entre os dois se reduz para 3 pontos percentuais no confronto direto. Ao mesmo tempo, a pesquisa registra avaliação negativa da economia por mais da metade dos entrevistados e uma parcela expressiva que afirma ter percebido piora desde o final de 2022.

