Suspeito invadiu imóvel durante a madrugada, matou três pessoas com golpes de martelo e deixou uma quarta vítima gravemente ferida

A Polícia Civil do Amazonas detalhou, nesta terça-feira (18), a investigação sobre a chacina ocorrida no bairro São Geraldo, na zona Centro-Sul de Manaus. O crime deixou três pessoas mortas e uma quarta gravemente ferida. O principal suspeito foi preso horas após o ataque e, segundo os investigadores, confessou a autoria.
De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o homem teria ido até o imóvel em busca de dinheiro. Ele estaria com uma dívida de aproximadamente R$ 19 mil com agiotas e acreditava que o ex-sogro, identificado como Francisco, poderia ajudá-lo financeiramente.
Suspeito entrou no imóvel durante a madrugada
As investigações apontaram que o suspeito chegou ao local por volta das 5h30. Imagens de câmeras de segurança mostram que ele estacionou uma motocicleta do outro lado da rua, pulou o muro e entrou na residência.
Segundo o delegado responsável pelo caso, o homem permaneceu dentro do imóvel por cerca de duas horas e meia. As imagens também ajudaram os investigadores a identificar características semelhantes entre o suspeito, a motocicleta, o capacete e uma bolsa que ele carregava.
A polícia informou que, durante a apuração, foram descartadas hipóteses que chegaram a circular nas redes sociais, como crime relacionado a ritual satânico ou atuação de facção criminosa.
Ataque começou contra o ex-sogro
Conforme o depoimento obtido pela polícia, o alvo inicial era Francisco, que teria ajudado financeiramente o suspeito em outras ocasiões. Naquele dia, porém, houve uma discussão após o pedido de dinheiro.
Ainda segundo a investigação, o suspeito estava armado com um martelo que carregava dentro da bolsa. Durante o confronto, ele golpeou Francisco diversas vezes.
Os gritos fizeram com que outras pessoas que estavam no imóvel fossem até o local. A filha de Francisco, identificada como Isabel, também foi atacada e ficou gravemente ferida.
Em seguida, o professor universitário Guilherme, que morava em outro andar do imóvel, foi até o local ao ouvir a movimentação e também acabou sendo atingido. Ele não resistiu aos ferimentos.
Outra vítima, identificada como Dilma, também teria subido ao imóvel após ouvir os gritos e foi atacada. Ela sobreviveu, mas permanece hospitalizada em estado grave.
Suspeito procurava dinheiro
Depois dos ataques, o homem teria continuado dentro da residência à procura de dinheiro. A polícia afirma que ele encontrou um pequeno cofre e uma quantia considerada baixa.
Também foram levados celulares das vítimas. Durante as diligências, os investigadores conseguiram recuperar parte dos objetos e apreenderam a motocicleta, o capacete utilizado pelo suspeito e outros materiais que podem ajudar na investigação.
Para a Polícia Civil, a motivação do crime foi patrimonial. O caso é tratado como latrocínio consumado em relação às vítimas que morreram e tentativa de latrocínio no caso da mulher que sobreviveu.
Prisão ocorreu poucas horas depois
A polícia conseguiu localizar o suspeito ainda no mesmo dia. Segundo os investigadores, ele foi preso no início da noite, aproximadamente 12 horas após o crime.
Durante o interrogatório, conforme a DEHS, o homem admitiu a autoria e relatou detalhes da invasão e dos ataques. A polícia também informou que ele não possuía antecedentes criminais conhecidos.
Os investigadores afirmaram que ele chegou a considerar fugir após o crime, mas decidiu permanecer em Manaus por causa do filho, que está no espectro autista.
Polícia ainda investiga possível participação de terceiros
Apesar da confissão, a Polícia Civil informou que as investigações continuam. Os investigadores ainda apuram informações relacionadas à dívida com agiotas e não descartam completamente a possibilidade de que outras pessoas possam estar envolvidas no contexto do crime.
O delegado afirmou que o suspeito mencionou possuir dívidas com mais de um agiota, mas não revelou à polícia quem seriam essas pessoas.
A arma utilizada no crime também foi descartada pelo suspeito após a fuga e continua sendo procurada pelas equipes.
A Polícia Civil destacou ainda o trabalho conjunto com a Polícia Militar, que realizou o isolamento do imóvel para preservar o local e permitir a coleta de vestígios. Segundo as forças de segurança, a resposta ocorreu em menos de 12 horas.
As investigações devem continuar até a conclusão do inquérito e o esclarecimento de todos os detalhes da chacina.


