
O senador Plínio Valério (PSDB-AM) é cotado para receber o apoio do prefeito de Manaus, Renato Júnior, como um dos nomes da disputa por duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. A informação foi publicada pelo Radar Amazônico, em reportagem que destaca a composição da chapa de Plínio com Grace Kelly Barbosa, primeira-dama de Tefé, como primeira suplente, em um cenário de articulações políticas para a eleição deste ano.
A escolha de Grace Kelly ganhou relevância no contexto das alianças construídas no interior do Amazonas. Ela é esposa do prefeito de Tefé, Nicson Marreira, que deixou o União Brasil e se filiou ao Partido Social Democrático (PSD) em 5 de junho de 2026, legenda presidida no Amazonas pelo senador Omar Aziz, pré-candidato ao Governo do Estado.
A definição de Grace Kelly para a primeira suplência de Plínio ocorreu ainda em 28 de março, durante agenda do senador em Tefé, quando o nome da primeira-dama foi anunciado para integrar a chapa de reeleição. Na ocasião, Plínio confirmou que a composição fazia parte da estratégia eleitoral para a disputa ao Senado, enquanto Grace Kelly afirmou que recebeu o convite com satisfação e que pretendia contribuir com a região do Médio Solimões.
Chapa de Plínio foi oficializada em julho
A composição deixou de ser apenas uma articulação de pré-campanha em 27 de julho, quando a Federação PSDB-Cidadania homologou a candidatura de Plínio Valério à reeleição. A chapa ficou formada por Grace Kelly Gonçalves Barbosa como primeira suplente e pela professora de História aposentada Judite da Silva Pinho como segunda suplente.
A presença de Grace Kelly vincula a chapa ao grupo político de Tefé, município comandado por Nicson Marreira. O prefeito passou a integrar oficialmente o PSD em junho, em ato relacionado à construção da base de Omar Aziz para a disputa pelo Governo do Amazonas, depois de já ter participado de agendas políticas ao lado do senador.
A articulação ocorre em um momento de definição das alianças para as eleições de 2026, quando o eleitor amazonense escolherá dois senadores. Nesse cenário, o apoio de lideranças municipais e a composição das chapas para o Senado passaram a fazer parte das negociações entre grupos políticos que disputam o Governo do Amazonas e as duas cadeiras disponíveis no Congresso.

